Cabo Verde

DESIGNAÇÃO OFICIAL: República de Cabo Verde

ÁREA(1993): 4.033 km2

POPULAÇÃO: 370 mil habitantes

LÍNGUA: Língua oficial é o Português, embora o criolo seja frequentemente utilizado

MOEDA: Escudo Cabo Verdiano

Home Page: http://osprey.unisa.ac.za/south-africa/home.html

ECONOMIA

Cabo Verde é um pequeno país e insular, com longos períodos de seca e que não dispõe de matérias primas e recursos minerais, pelo que a sua economia está muito dependente da ajuda internacional e das remessas dos emigrantes.

Desde a independência, a economia cabo-verdiana apresentou um crescimento positivo e sustentado que se traduziu no aumento regular do rendimento por habitante, tendo este atingido 800 USD em 1991.

No entanto, foi a partir de 1991 que foi adoptada uma estratégia de desenvolvimento, cujos resultados têm sido positivos, apesar dos progressos muito lentos em alguns sectores, tais como no turismo e na actividade bancária.

No estádio actual de desenvolvimento económico, Cabo Verde apresenta boas oportunidades de desenvolvimento e de cooperação indústrial ou comercial para as empresas que pretendam desenvolver os seus projectos neste mercado.

Das condições oferecidas por Cabo Verde aos potenciais investidores estrangeiros destacam-se:

  • Localização geográfica estratégica;
  • Acesso preferencial ao mercado comunitário (Convenção de Lomé) e aos EUA (Sistema de Preferências Generalizáveis).
  • Situação política e social estável;
  • Boas relações internacionais e uma determinação política, no sentido de criar um ambiente propício ao investimento estrangeiro;
  • Mão-de-obra disponível, adaptável e de baixo custo.

Nos ultimos anos, Cabo Verde iniciou um processo de transformação da economia nacional, que implicou uma reestruturação a nível legislativo e institucional, onde o vector investimento externo desempenha, actualmente, um papel essencial.

Estas medidas visam, nomeadamente, a criação de uma zona de processamento de produtos para exportação, através do estabelecimento de um amplo sistema de garantias e incentivos. Importa referir que o investidor português tem vantagens consideráveis no reforço da cooperação luso cabo-verdiana, que resultam nomeadamente das facilidades de contacto e comunicação, bem como da celebração de um Acordo sobre Promoção e Protecção de Investimentos entre Cabo Verde e Portugal.

RECURSOS NATURAIS E ACTIVIDADE ECONÓMICA

Cabo Verde tem ultrapassado a sua dispersão insular, as suas condicionantes de natureza geográfica e a sua escassez de recursos naturais, orientando a sua estrutura produtiva para o sector terceário, em especial para o comércio, para os serviços públicos e os transportes e comunicações, sendo os serviços responsáveis por cerca de dois terços do PIB.

Relativamente à estrutura do emprego, em 1990, salienta-se a predominância dos serviços (particularmente dos serviços públicos) e do comércio e actividades ligadas ao turismo. No sector secundário, a maior concentração de empregados registava-se na construção, enquanto a indústria transformadora representava 19% da população activa empregue no sector.

Agricultura, Pecuária, Pesca, Indústria e Serviços

  • A agricultura em Cabo Verde defronta-se, além da escassez de recursos naturais, com períodos prolongados de seca. A produção é pouco diversificada e apenas 10% das necessidades alimentares dos cabo-verdianos, no que se refere a cereais, raízes e tubérculos, são cobertos pela agricultura do país, sendo o défice alimentar superado pelas importações, que em grande parte correspondem a ajuda alimentar. A produção agrícula poderá ser aumentada com a racionalização dos métodos de cultura e irrigação.
  • A pecuária enfrenta condições atmosféricas muito adversas, que motivam uma reduzida criação de animais – no entanto, esta cobre 95% do consumo interno.
  • A pesca é o sector com maior contribuição para as receitas do país em divisas – as vendas ao estrangeiro, em 1992, correspondem a 10% das exportações de bens e serviços – pelo que é considerado prioritário na estratégia de desenvolvimento nacional. A pesca é um sector com grandes probabilidades de desenvolvimento, que ocupa apenas 6% da população activa, 65% na pesca artesanal.
  • A capacidade industrial cabo-verdiana está sub aproveitada, pelo que, com investimentos reduzidos e uma política adequada, é possível incrementar a produção industrial, particularmente destinada á exportação. O país dispõe de uma mão-de-obra de baixo custo, com boa formação, diponível e adaptável e goza de uma situação geográfica vantajosa de relativa proximidade aos mercados da Europa, África e América. Assim, é propósito do Governo incentivar os investimentos estrangeiros e de cabo-verdianos interessados em regressar ao país, e também as transferências para Cabo Verde, de indústrias tradicionais de países industrializados.
  • O sector dos serviços, principal impulsionador da economia, que emprega cerca de um terço da mão-de-obra nacional, tem um peso muito significativo no PIB.

SITUAÇÃO ECONÓMICA RECENTE

A economia de Cabo Verde, após alguma euforia devido a um crescimento médio anual de mais de 11% nos anos a seguir à independência, até 1980, registou um abrandamento gradual da taxa de crescimento no decénio então iniciado.

Em 1991, tomou posse um novo Governo, cujo objectivo primordial é a liberalização económica, passando o mercado a ser a força preponderante do desenvolvimento económico e não o Estado. Foram deliniadas em 1991 medidas a serem implementadas a médio prazo. Estas medidas foram posteriormente desenvolvidas e integradas no III Plano de Desenvolvimento Nacional (1992-1995). Pretende-se incentivar o investimento estrangeiro e criar, a médio prazo, uma economia orientada para a exportação.


FONTE: Colecção "Um país, um mercado" – ICEP (Nov. 95)

"Como investir em Cabo Verde" – ICEP (1994)


Outro site de Cabo Verde em: http://www.terravista.pt/BaiaGatas/1032/